quinta-feira, 3 de novembro de 2005

GUINÉ




A pesar de estar a "dever" este post a um amigo da bloguesfera eu preferia não ter motivo para falar sobre a Guiné. Na verdade, até estava esperançosa de que, a ter que falar sobre a Guiné, fosse para assinalar a estabilidade e evolução (mesmo que lentamente) que se viesse a verificar no país irmão.
Infelizmente,Guiné é outra vez noticia por razões que não agouram nada de bom. Dizer que já se estava á espera que, mais tarde ou mais cedo, as tensões entre "Nino" Vieira e o executivo do PAIGC fizessem estalar o verniz, é mencionar o óbvio. Se já antes das eleições Carlos Gomes Júnior ameaçava demitir-se, caso Vieira ganhasse, já era de se esperar que as relações entre a Presidêcnia e o Governo haveriam de descambar em nova crise.
CGJ não se demitiu, mas também não se conformou com a presença de NV, que acabou por ser quem o afastou. Aparentemente a constituição da Guiné da-lhe esse poder. Mas tenho as minhas dúvidas se terá havido razões válidas para tanto. Também estou confusa (não conheço a Constituição da Guiné) com o facto de NV nomear o novo primeiro-ministro e Governo. É assim que as coisas funcionam? Nestes casos, de Governo demitido, não se costuma convocar novas eleições? E caso não seja assim, é o partido que forma o Governo que tem que escolher os novos elementos do mesmo, ou não?
De qualquer forma, e redendo-me ao meu habitual pessimismo,parece-me que não será a nomeação de um novo governo que resolverá as coisas. Haverá sempre uma ponta solta neste novelo que é a situação da Guiné. E o pior é que enquanto se perde tempo em manobras políticas, em entra-e-sai, bem-me-quer/mal-me-quer, a situação económico/social do país continua estagnada. O povo ainda está a espera que as coisas se ajeitem lá em cima para que se começe a por mãos á obra. Mas a Guiné não tem muito mais tempo para começar a arrumar a casa e mostrar ao mundo, e principlamente aos seus filhos, que tal é realmente possível. Chegará um dia em que a paciência de todos se esgotará.Em que ninguem mais terá fé nesse país tão sofrido.É preciso começar a lutar, não pelo poder, mas sim pela Guiné Bissau. Se não for agora, então quando?

3 comentários:

tide_tera disse...

Boa Kamia, bu blog sta kanpion i atualizadu.
Mi tb nta fika fadigau ku Guiné pamó nta xinti mes eh nos irmon. Nu ta fala variantis di kriolu igual i nu tem monti kusa ki ta djuntanu.
Nino Vieira na poder eh ki eh stranhu. um homi ki dja fazi tcheu maldadi i eh um koruptu, povu ka podia pol la. Ago dje sta la i nos nu tem ki odja kel la kuse ki ta da.
Um beju grandi i kontinuason di mural na bu blog.
TIDE

P.S. Ndjobi bu email pan dou 1 fala ma nka atcha.

Kamia aka Chissana Magalhães disse...

Tide, obrigada pa bu kumentario.
Brevimenti n'sta bem compu nha blog e pol u monti kusa ki sta falta e entri es endereço di mail.Por enquanto bo podi escrebi pa Jinx@caboverdemail.com.

Bjinhos.

José Aimé disse...

Mais uma vez rendo-me ao teu comentário...
Pois é, na realidade, era assim que as coisas deviam passar, mas como é abitué dos nossos políticos, assim que se sentarem na cadeira do poder esquecem do soberano(povo).
A situação que neste momento afecta o meu país, como dissestes e bem, já era de esperar, portanto, não me surpreendeu.
Enquanto a Guiné continuar a ser refém dos seus políticos, o país ficará adiado e por muito tempo. Com tantos problemas nos outros países, chegará um dia em que a comunidade internacional abandona definitivamente a guiné, coisa que eu não dezejo para o meu dos meus irmãos e de todos nós. Basta de diagnosticar o nosso problema, pois, todos nós o conhecemos, mas a mim, o que me parece importânte, é apresentar as soluções as os resolver, o que passa necessariamente pela consciencialização da população atravez da educação como forma de preparar os futuros governantes.
gostaria de fazer mais reflexão, mas por enquanto fico por aqui, agradecendo desde já a sua atenção para comigo.
beijinhos e força.