terça-feira, 22 de maio de 2007

Das Séries



Heroes. Terminada a segunda temporada de Prison Break (que infelizmente foi perdendo qualidade de episódio para episódio, apenas se salvando o desempenho de Tom Sizemore) descobri Heroes.

Trata-se de uma série inspirada nos comics books, especialmente nos X-Men da Marvel. A premissa é a seguinte: um grupo de pessoas de diferentes pontos do planeta (na verdade, e como não podia deixar de ser, a maioria são americanos) começa a aperceber-se de que desenvolveram capacidades especiais provocadas por mutações noi seu código genético. Há um pintor que consegue ver o futuro e pintá-lo nos seus quadros, que vão formando uma espécie de BD em tamanho XL. Há uma adolescente com uma capacidade de regeneração tal que até ressuscita da morte. Há um candidato a congressista que voa e um japonês capaz de teletransportar-se no espaço e no tempo. Entre muitos outros, há também o irmão do congressista ,que absorve os poderes dos outros e é um dos primeiros a descobrir que estes heróis estão destinados a enfrentar os vilões e salvar o mundo.
Advertência: esta série só conquistará plenamente os apreciadores dos comics. Para mim, que cresci a ler as aventuras do Homem Aranha, a admirar os X – Men e a torcer pelos Vingadores ,apesar de já não pegar num destes livros há anos, é uma delicia ver esta banda desenhada viva que é Heroes.
Sim, porque ao contrário dos filmes dos super-heróis - que têm o compromisso de conquistar também o público não familiarizado com a BD e com a desvantagem de só terem duas horas para desenvolver a história – esta série desenrola-se exactamente como uma BD. Os diálogos, a caracterização dos personagens, as sequências de imagem, e até os monólogos em off. Ficamos até à espera que um balão apareça junto à cabeça dos personagens com os diálogos lá dentro.
Tudo isso acaba por ser a força e a fraqueza da série. Porque, apesar do encanto que qualquer apreciador de BD sinta pela série, não há como não notar que, como nestas, a série também tem momentos em que os diálogos se tornam muito básicos, as acções demasiado forçadas e as soluções simplistas. Mas, como com os comics, o verdadeiro fã perdoa tudo isso e aguarda ansiosamente pela próxima número, digo, episódio, para ver como os seus heróis se safam.



1 comentário:

Patricia disse...

Mana Kamia,sabes como sou fã de séries,logo esta também não me escapou,vejo-a todos os sábados na tvi.Até agora não tenho opinião formada sobre "Heroes",estou naquela fase de ver se me convence ou não.Tb li comics,e ainda hoje,lá por casa aparecem alguns( mais por culpa do Ti do que do Bruno)que é um aficcionado de BD, mas confesso q não era a minha leitura preferida,o q não significava que o vício da leitura fazia com que a falta de outros livros ía tudo o que tivesse letras,nem que fossem comics.
Tens razão,com "argumentos deste calibre AH OS OLHOS DO WARRICK!FAZEM QUALQUER PERDER-SE!QUE BLACK SUPIMPA!) quem não sentiria curiosidade de espreitar a série?