sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Mataram-na.

Benazir Bhutto
Lembro-me de quando era ainda criança vê-la nos telejornais. Não sabia bem quem era e nem o que se passava mas admirava-a: uma mulher primeira ministra. Achava o seu nome exótico e repetia-o como só as crianças repetem as palavras misteriosas que descobrem. Com o tempo a admiração foi crescendo. Ser mulher não é fácil. Ser mulher lá onde ela o era e fazendo o que ela fazia...
Toda a gente dizia que haviam de matá-la. Um dia desses matam-na.
Mataram-na. Mataram a mulher muçulmana que lutava por um país melhor. Que se atrevia a ombrear com os homens poderosos, donos de exércitos, cães de guarda dos donos do mundo.
Mataram-na e com ela um punhado de sonhos, uma coragem do tamanho do mundo.

1 comentário:

João Branco disse...

Desculpa utilizar este meio mas não consegui o teu mail. Tenho seguido o teu blog com interesse e entrei também na aventura, de um ponto de vista pessoal (tenho vários, mas relacionados com a minha actividade profissional, o teatro). O teu link também já la está! Bá esprêta!

Um abraço

João Branco

P.S. Não precisas publicar este comentário que não tem nada a ver com a noticia!

www.cafemargoso.blogspot.com